O solo de Itabuna, marcado pela presença de sedimentos terciários do Grupo Barreiras e depósitos aluvionares na bacia do Rio Cachoeira, exige uma investigação geotécnica criteriosa. Um construtor local nos procurou após trincas surgirem em um sobrado no bairro Pontalzinho: a água infiltrada havia reduzido a sucção do solo não saturado, comprometendo a fundação. Nesses casos, o ensaio de placa ajuda a verificar a capacidade de carga remanescente, mas a raiz do problema estava no fluxo subterrâneo que só um ensaio de permeabilidade in situ poderia quantificar. Executamos furos em pontos estratégicos do terreno e aplicamos a metodologia Lefranc para determinar o coeficiente de permeabilidade real do estrato arenoso superficial, permitindo redimensionar o sistema de drenagem e estabilizar a edificação.
A condutividade hidráulica de campo reflete a fábrica do solo, não apenas sua granulometria. Em Itabuna, desprezar a macroporosidade do Barreiras é a causa principal de patologias em subsolos.
Considerações locais
A ABNT NBR 6484 estabelece diretrizes para investigação do subsolo, mas em cidades como Itabuna, situada sobre terrenos sedimentares com nível d'água frequentemente elevado devido à proximidade do Rio Cachoeira, a ausência do ensaio de permeabilidade in situ introduz riscos severos ao cronograma e ao orçamento. O rebaixamento de lençol freático mal dimensionado, baseado apenas em estimativas empíricas, resulta em bombas subdimensionadas, alagamentos constantes e recalques por colapso da estrutura do solo ao ser saturado. Em obras de contenção de encostas, desconhecer a poropressão real pode mascarar a iminência de uma ruptura hidráulica. Em barragens de terra para irrigação agrícola, comuns nas propriedades rurais do sul da Bahia, o risco de piping (erosão interna regressiva) se torna crítico quando a condutividade do maciço é subestimada, podendo levar à perda total da estrutura de acumulação de água durante uma cheia.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon na prática?
O ensaio Lefranc é executado em solos e avalia a permeabilidade do material granular ou coesivo através do fluxo de água por gravidade ou baixa pressão em uma cavidade. Já o ensaio Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados, utilizando obturadores pneumáticos para isolar um trecho do furo e injetar água sob pressão controlada em cinco patamares, medindo a absorção em Unidades Lugeon.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc em Itabuna?
O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ tipo Lefranc em Itabuna, incluindo a mobilização de equipamento, mão de obra especializada e emissão de relatório técnico, situa-se na faixa de R$1.700 a R$2.370 por ponto ensaiado, podendo variar conforme a profundidade do furo e a logística de acesso ao local.
Em que fase da obra o ensaio de permeabilidade deve ser realizado?
O ideal é que o ensaio de permeabilidade seja conduzido durante a campanha de investigação geotécnica preliminar, simultaneamente às sondagens SPT. Dessa forma, os parâmetros hidrogeológicos já alimentam a fase de projeto executivo de drenagem, contenções e fundações, evitando retrabalhos e atrasos na etapa de execução da obra.
O solo de Itabuna costuma apresentar alta permeabilidade?
A faixa de referência para este serviço em Itabuna é R$1.700 - R$2.370. O preço final depende do escopo e volume do projeto.