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Estudo CBR para projeto viário em Itabuna: dimensionamento com base em dados locais

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Itabuna está assentada sobre um manto de alteração típico do sul da Bahia, onde solos residuais de rochas do embasamento cristalino convivem com extensas coberturas terciárias da Formação Barreiras. A variabilidade é enorme: em menos de um quilômetro pode-se passar de um silte arenoso laterítico a uma argila plástica de baixa capacidade de suporte. Para quem projeta pavimentos aqui, o ensaio CBR deixa de ser um item de checklist e vira a régua que separa uma base bem compactada de um trecho que vai trincar na primeira estação chuvosa. Nossa equipe técnica executa o ensaio CBR tanto em amostras indeformadas de campo quanto em corpos de prova moldados no laboratório, seguindo a risca a ABNT NBR 9895 e a metodologia DNER para simular as condições reais de compactação que o solo itabunense encontrará sob a pista. A interpretação dos resultados considera ainda a posição do lençol freático, que em vários bairros de Itabuna fica a menos de dois metros de profundidade durante o período úmido.

Um CBR de 12% medido na energia errada pode custar mais caro do que um CBR de 6% interpretado com critério.

Como trabalhamos

O clima de Itabuna castiga o pavimento com uma combinação particular: chuvas concentradas entre novembro e março que saturam o subleito, seguidas por meses de estiagem que ressecam as camadas superiores. Esse ciclo de umedecimento e secagem exige que o estudo CBR vá além do valor de expansão medido em laboratório. A gente percebe que solos com características lateríticas, comuns nos morros que cercam o vale do Rio Cachoeira, costumam apresentar CBR elevado quando compactados na energia do Proctor Intermediário, mas podem perder resistência se a drenagem da plataforma for mal dimensionada. Por isso, sempre que o projeto viário prevê cortes em encosta, sugerimos cruzar os dados do CBR com uma análise de estabilidade de taludes para evitar recalques diferenciais na cabeceira dos aterros. Já nas várzeas do Cachoeira, onde predominam sedimentos argilosos moles, o ensaio CBR muitas vezes indica a necessidade de substituição de solo ou reforço com colunas de brita antes de lançar a sub-base. O laboratório trabalha com série completa de peneiramento e limites de Atterberg no mesmo pacote, porque o CBR sem caracterização geotécnica vira só um número solto.
Estudo CBR para projeto viário em Itabuna: dimensionamento com base em dados locais
Imagem técnica de referência — Itabuna

Considerações locais

A expansão urbana de Itabuna a partir dos anos 1970 empurrou loteamentos para áreas de antigas várzeas e manguezais aterrados, onde o solo de fundação é uma caixa de surpresas. Basta ver o histórico de avenidas que afundaram depois da primeira temporada de chuvas para entender o custo de pular a etapa do estudo CBR. O risco mais silencioso é a expansão do solo compactado: uma argila com expansão acima de dois por cento, se não for identificada a tempo, pode gerar ondulações na pista que evoluem para fissuras transversais em menos de dois anos. Em Itabuna, onde o tráfego pesado do escoamento de cacau e da indústria moveleira castiga corredores específicos, o CBR de projeto precisa considerar não apenas a resistência do subleito mas também a resiliência das camadas granulares sob carga repetida. O ensaio bem feito antecipa esses problemas e evita que a prefeitura ou o incorporador gaste o dobro com manutenção corretiva depois.

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Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referência para compactaçãoABNT NBR 7182 (Proctor Normal e Intermediário)
Norma para determinação do CBR e expansãoABNT NBR 9895:2016
Diámetro do corpo de prova152,4 mm (moldado em cilindro CBR padrão)
Energia de compactação típica para subleitoProctor Intermediário (12 golpes) em Itabuna
Sobrecarga padrão durante imersão4,5 kg (anéis concêntricos conforme DNER-ME 049)
Tempo mínimo de imersão para expansão96 horas (4 dias) com leituras periódicas
Velocidade de penetração do pistão1,27 mm/min ± 0,02 mm/min
Índice de Suporte Califórnia mínimo para subleito (DNIT)≥ 2% (geralmente substituído se < 6% em vias urbanas)

Serviços técnicos associados

01

Ensaio CBR de campo com coleta indeformada

Extraímos blocos indeformados no próprio traçado da via, preservando a umidade natural e a estrutura do solo. O molde é talhado em laboratório e submetido à imersão por 96 horas, com leitura de expansão a cada 24 horas. O relatório inclui curva pressão-penetração, valor de CBR corrigido e perfil de expansão, além da classificação tátil-visual do material. Ideal para estradas vicinais e pavimentação de loteamentos em Itabuna onde a heterogeneidade do solo Barreiras exige amostragem densa.

02

Pacote pavimentação completo (CBR + granulometria + limites)

Além do CBR, executamos análise granulométrica por peneiramento e sedimentação (ABNT NBR 7181), limites de Atterberg (ABNT NBR 6459 e NBR 7180) e compactação na energia especificada pelo projetista. O conjunto permite classificar o solo pelo sistema TRB e HRB, definindo com segurança a camada de reforço, sub-base e base. Em trechos com previsão de tráfego pesado, incluímos ainda o ensaio de abrasão Los Angeles para agregados.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 9895:2016, ABNT NBR 7182:2016, DNER-ME 049/94, DNIT 172/2016

Perguntas frequentes

Quanto custa um ensaio CBR para pavimentação em Itabuna?

O valor do ensaio CBR isolado, incluindo moldagem, imersão de 96 horas e emissão de relatório técnico, fica entre R$440 e R$740, dependendo da quantidade de corpos de prova e da energia de compactação solicitada. O pacote pavimentação completo (CBR + granulometria + limites + compactação) tem um custo proporcionalmente mais vantajoso quando se analisa o conjunto de parâmetros por ponto amostrado.

Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ em Itabuna?

O CBR de laboratório é moldado na energia de compactação definida pelo projetista (Proctor Normal, Intermediário ou Modificado) e simula o solo após a compactação controlada da obra. Já o CBR in situ é medido diretamente no subleito natural, com o solo na umidade e densidade em que se encontra, e serve para avaliar a capacidade de suporte antes de qualquer intervenção. Em solos lateríticos de Itabuna, o CBR in situ costuma ser mais alto do que o de laboratório na energia Normal, mas a diferença diminui quando se usa o Intermediário.

Em quantos pontos devo coletar amostras para o estudo CBR em uma via de 2 km em Itabuna?

A recomendação do DNIT é de um ponto de coleta a cada 100 a 200 metros lineares, com amostragem em profundidades que representem o topo do subleito e as camadas de cortes previstos. Para uma via de 2 km em Itabuna, o mínimo técnico seriam 10 pontos, mas se o traçado cruzar diferentes formações geológicas — como a transição entre a Formação Barreiras e os aluviões do Rio Cachoeira — convém adensar para um ponto a cada 80 metros nos trechos de transição, totalizando algo em torno de 15 a 18 furos de sondagem para coleta.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Itabuna e arredores.

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