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MASW / VS30 em Itabuna: Perfil de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica do Terreno

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O arranjo de geofones de 4.5 Hz dispostos em linha sobre o terreno itabunense, acoplados ao solo compactado da região cacaueira, capta a dispersão das ondas Rayleigh geradas por uma marreta de 8 kg. Esse procedimento de campo, executado com sismógrafo multicanal, permite extrair o perfil de velocidade da onda cisalhante (Vs) sem necessidade de perfuração. O ensaio MASW (Multichannel Analysis of Surface Waves) entrega o parâmetro VS30 — a velocidade média de propagação nos primeiros 30 metros — exigido pela NBR 15421 para classificação sísmica do sítio e também por códigos estruturais modernos que vinculam a amplificação local ao tipo de solo. Para fundações de galpões logísticos ou edifícios no eixo da BR-101, a equipe de campo organiza a topografia do alinhamento e verifica a presença de camadas lateríticas, comuns no perfil de alteração do embasamento cristalino local, que afetam a curva de dispersão. Complementamos a leitura com o ensaio CPT quando há necessidade de correlacionar resistência de ponta com a rigidez a pequenas deformações em profundidade.

A VS30 é o parâmetro de entrada que determina a amplificação sísmica local e a categoria do terreno na NBR 15421.

Como trabalhamos

Na prática de campo em Itabuna, a umidade do solo nos vales do Rio Cachoeira influencia o acoplamento dos geofones e exige ajuste no offset de tiro para manter a coerência do trem de ondas. Muitas vezes o perfil de Vs revela um contraste abrupto entre a camada superficial argilo-arenosa e o saprólito de graisse subjacente, típico do sul da Bahia. A aquisição segue espaçamento uniforme entre sensores — 2 a 3 metros conforme a profundidade-alvo — e o processamento transforma o registro tempo-distância em um espectro de dispersão, do qual se extrai a curva fundamental. A inversão dessa curva gera o perfil 1D de Vs, que alimenta diretamente o cálculo da VS30. O relatório inclui a classificação do terreno — de A a E — e a análise de amplificação sísmica, atendendo aos critérios da NBR 15421:2020. Em projetos viários de pavimento, a VS30 serve de camada de referência para modelos de rigidez, enquanto na verticalização orienta a escolha do fator de modificação de resposta estrutural. O dado é robusto para alimentar modelos numéricos em elementos finitos.
MASW / VS30 em Itabuna: Perfil de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica do Terreno
Imagem técnica de referência — Itabuna

Considerações locais

Itabuna está a 14.79° de latitude sul, distante cerca de 120 km da costa, e a atividade sísmica intraplaca no Nordeste brasileiro — embora de baixa magnitude — concentra-se em zonas de fraqueza do Lineamento Pernambuco e falhas transversais no embasamento. Ignorar a classificação VS30 em estruturas de ocupação crítica, como hospitais ou centros de distribuição, significa adotar parâmetros de projeto que podem subestimar a amplificação em depósitos aluvionares do Rio Cachoeira. A NBR 15421 exige que a microclasse sísmica seja determinada por medição direta da Vs, e não apenas por correlação com o SPT. Em terrenos com aterro não controlado, a velocidade abaixo de 180 m/s nos primeiros metros coloca o sítio na classe D ou E, o que impacta diretamente o coeficiente de aceleração espectral de projeto. O dado de VS30 também é usado em estudos de interação solo-estrutura e em avaliações de liquefação para solos saturados próximos ao nível freático raso dos bairros ribeirinhos.

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Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaNBR 15421:2020 (Classificação sísmica de sítios)
Parâmetro obtidoVS30 (velocidade média da onda S nos 30 m superiores)
Geofones utilizados4.5 Hz, acoplamento com spike em solo natural ou compactado
Fonte de energiaMarreta de 8 kg com placa metálica de impacto
Profundidade de investigaçãoTipicamente 30 m; ajustável com offset e espaçamento
Modo de propagaçãoOndas Rayleigh (superficiais), modo fundamental e harmônicos superiores
Saída gráficaEspectro de dispersão, perfil 1D de Vs, classificação de sítio A–E
Aplicações em ItabunaZoneamento sísmico, fundações de grande porte, retroanálise de rigidez

Serviços técnicos associados

01

Sondagem SPT com medida de torque

Perfuração com trado helicoidal e amostrador padrão para determinação do N60, com correlações N60–Vs para validação indireta do perfil MASW em cada camada identificada no boletim de sondagem.

02

Ensaio de refração sísmica

Aquisição multicanal com geofones de 14 Hz para mapeamento 2D do topo rochoso e da espessura do manto de alteração, complementando o dado 1D do MASW com a geometria do substrato.

03

Análise de estabilidade de taludes

Incorporação do perfil de Vs ao modelo de elementos finitos para avaliar a rigidez dos materiais em cortes e aterros na região de morros do sul da Bahia, com retroanálise de deslocamentos.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 15421:2020 — Projeto de estruturas resistentes a sismos — Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagem de simples reconhecimento com SPT (correlações Vs–N60), ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, International Building Code (IBC 2021) — Seção 1613 para classificação de sítio via Vs30

Perguntas frequentes

Quanto custa um ensaio MASW com determinação de VS30 em Itabuna?

O valor do ensaio MASW completo em Itabuna, incluindo aquisição de campo, processamento da curva de dispersão e relatório com classificação de sítio, fica entre R$ 4.090 e R$ 7.560. O custo final varia conforme o comprimento da linha de geofones — que define a profundidade máxima investigada — e o número de pontos de tiro necessários para cobrir a área do terreno.

Qual a diferença entre MASW ativo e passivo para obter a VS30?

O MASW ativo usa uma fonte controlada — marreta ou placa de impacto — e resolve bem os primeiros 15 a 25 metros, ideal para a VS30 quando o contraste de impedância está dentro dessa faixa. Já o passivo, que registra microtremores ambientais e tráfego na BR-101, alcança profundidades maiores (50 a 80 m) e é usado quando a equipe de campo identifica que o topo rochoso pode estar mais profundo que a penetração efetiva da fonte ativa.

O ensaio MASW pode ser executado em terreno com pavimento asfáltico?

Sim, é possível executar o MASW sobre pavimento flexível ou rígido, desde que se garanta o acoplamento dos geofones. Em asfalto, usamos placa de fixação com massa de contato acrílica no lugar do spike; em concreto, avaliamos a espessura da laje para evitar a geração de modos de placa que contaminem o espectro de dispersão. O processamento inclui filtros para isolar o modo fundamental das ondas Rayleigh do solo abaixo do pavimento.

Localização e área de serviço

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